Começou nesta segunda-feira, dia 18 de maio, em Foz do Iguaçu (PR), a Plenária Nacional da Articulação Nacional de Agroecologia (ANA). Ao longo de cinco dias, cerca de 150 representantes de redes, movimentos e organizações agroecológicas de todo o Brasil se reúnem para planejar as ações da ANA para o próximo ano e, em especial, para construir o 5º Encontro Nacional de Agroecologia (ENA) – que acontecerá em 2027 –, e traçar estratégias para colocar a agenda agroecológica no centro do debate eleitoral.

“A plenária nacional é realizada anualmente com o objetivo de fazer um balanço dos avanços, das conquistas, mas também dos desafios na construção da agroecologia. Nesta plenária, vamos discutir como o campo agroecológico vai incidir no processo eleitoral, apresentando propostas para a opinião pública e também para as candidaturas que vão disputar as eleições no final do ano”, afirma Paulo Petersen, membro do núcleo executivo da ANA.

Como toda reflexão do campo agroecológico, a Plenária acontece à luz das práticas. Além dos debates e momentos de construção coletiva, haverá visitas à experiências da região.

A programação conta com caravanas agroecológicas, com as/os participantes percorrendo rotas estratégicas para visitar territórios indígenas, quilombolas, assentamentos e cooperativas que buscam a transformação dos sistemas agroalimentares. As caravanas passarão por 11 municípios e 36 comunidades no Oeste do Paraná.

Segundo Sarah Luiza Moreira, integrante do GT Mulheres da ANA, a troca de experiências e a construção coletiva são elementos essenciais para a manutenção da identidade da ANA. “Todas as pessoas que estão aqui têm um papel muito importante de fortalecer laços. A ANA só existe porque existe cada uma das bandeiras que estão aqui, porque há todos esses movimentos, organizações e redes que acreditam e constroem a agroecologia nos seus territórios”, afirma.

Com o sentimento de pertencimento coletivo se fortalecendo a cada encontro, a Plenária Nacional da ANA é espaço para partilha de novos conhecimentos e afetos, além de ser combustível para mobilização e engajamento dos territórios no processo de construção do 5º ENA e da incidência da agroecologia no processo eleitoral.