Para o mundo melhorar
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Com o mundo dialogando
Venham compartilhar
Nosso saber espalhar
Todas nossas criações
Bebidas nas tradições
Já se sente a emoção
Venha fazer inscrição
No terreiro de inovações

Daniela Bento

Agricultoras e agricultores familiares e urbanos, assentados e assentadas da reforma agrária, indígenas, quilombolas, povos e comunidades tradicionais poderão partilhar suas experiências no Terreiro da Inovação Camponesa, uma das novidades metodológicas deste XI Congresso Brasileiro de Agroecologia (CBA). O congresso acontecerá na Universidade Federal de Sergipe, campus São Cristóvão, de 04 a 07 de novembro.

O convite feito pela organização do Congresso é para que esses sujeitos, produtores de alimentos e conhecimentos, levem para o CBA suas inovações para partilhar no Terreiro. Para isso, quem desejar apresentar suas experiências deve enviar a ficha de inscrição para os e-mails dos responsáveis pelo espaço (bio.cdjbc@gmail.comdaniela.sasac@gmail.com , desejo_demulher@hotmail.com), sendo possível também se inscrever durante os dias do Congresso.

“É melhor que as inscrições sejam feitas previamente, para que a equipe responsável pelo espaço possa organizar melhor as apresentações ao longo dos dias e dar mais suporte a quem vai expor suas experiências”, esclarece João Alexandre, um dos organizadores do Terreiro. “Mas, o mais importante é participar e se preparar, levando material necessário para apresentar as inovações. Não ter feito a inscrição prévia não impede que o agricultor ou a agricultora chegue lá na hora e possa fazer sua apresentação, participar da partilha dos outros companheiros e companheiras”, destaca João Alexandre. As apresentações podem ser feitas com banners, maquetes, fotografias, vídeos e outras formas e suportes. Também é possível levar os equipamentos desenvolvidos, se for essa a inovação a ser apresentada.

OUÇA A ENTREVISTA DE PAULO PETERSEN SOBRE O TERREIRO

As atividades do Terreiro começam partir do segundo dia (5) e seguem até o final do Congresso (7), sempre das 10h às 12h. No último dia, fechando a programação desse espaço, haverá o Encontro de Agricultoras e Agricultores Experimentadores, onde será discutido, dentro de um congresso acadêmico, o papel desses sujeitos na construção de conhecimentos e de soluções inovadoras para problemas vividos em suas localidades.

Na programação do XI CBA, o Terreiro é definido como “um ambiente de expressão de saberes populares centrais na construção da agroecologia que compartilha as inovações protagonizadas por agricultores e agricultoras em interação com o universo científico-acadêmico”. As trocas de saberes proporcionadas por esse espaço podem dar “um salto de qualidade na reflexão sobre as formas de construção do conhecimento através da ecologia da saberes”, acredita Paulo Petersen, vice-presidente da Associação Brasileira de Agroecologia (ABA), que promove o CBA, e integrante do núcleo executivo da Articulação Nacional de Agroecologia (ANA).

O Terreiro de Inovações Camponesas é uma iniciativa inspirada em experiências da Articulação Semiárido Brasileiro (ASA) e tem por objetivo dar visibilidade à capacidade de agricultores e agricultoras, povos e comunidades tradicionais, quilombolas, indígenas, de acharem soluções para os problemas que vivem no seu cotidiano. As inovações são diversas, como tecnológicas, formas organizativas, gestão de bens comuns, baseadas em uso dos recursos locais e na capacidade de cooperação, característica própria dessas populações.

O Terreiro dialoga com o conjunto de atividades propostas para essa 11ª edição do CBA, cuja metodologia é inspirada nas proposições das pedagogias do Território e Griô e que traz como lema Ecologia de Saberes: Ciência, Cultura e Arte na Democratização dos Sistemas Agroalimentares. “Esse lema toca na relação agroecologia e democracia da mesma forma como o IV Encontro Nacional de Agroecologia (ENA), realizado ano passado, tocou. É um momento superimportante de enfatizar, mais uma vez, a agroecologia como enfoque para a democratização da sociedade, ao mesmo tempo, evidenciar a importância da democracia para a construção da agroecologia”, conclui Petersen.

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